segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Neurocientistas defendem a descriminalização da maconha

É isso mesmo, desta vez temos muito mais do que palavras, temos palavras cuidadosamente abalisadas e estudos de ponta, com a tecnologia hoje, se pode chegar a conclusões incriveis, a maconha que outra hora foi surrada, sendo sempre lembrada como a erva do diabo, vem se mostrando a erva de "jesus" (haaaaha) ou melhor dizendo o representante do bem, a planta canabis sativa que já vem sendo usada a seculos, de forma religiosa, recrativa e medicinal, pode ser a nova aliada no combate e tratamento de algumas doenças, como, tratamento da obesidade, esclerose múltipla, doença de Parkinson, glaucoma, ansiedade, depressão, dor crônica, alcoolismo, epilepsia e dependência de nicotina, entre outras enfermidades.

Mais porque diabos nossos amigos neurocientistas se revoltaram ? tudo aconteceu depois que o músico Pedro Caetano foi preso sobre acusação de trafico e plantio de maconha, com mais de doze dias de prisão os neurocientistas resolveram agir, sentiram uma especie de preocupação com as leis Brasileiras, já que na lei 11.343, estão previstas apenas medidas educativas e prestação de serviços comunitários nesses casos, isso gerou a publicação em pról da descriminação do uso e do plantio da canabis sativa, dias atrás eu conversava sobre revolução, em mudar, fazer acontecer, e uma coisa posso lhes dizer, os neorocientistas Cecília Hedin-Pereira (UFRJ) , João Menezes (UFRJ) ,Stevens Rehen (UFRJ), Sidarta Ribeiro (UFRN), REVOLUCIONARAM! revolucione meu povo!



Íntegra da carta:

“A planta Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha, é utilizada de forma recreativa, religiosa e medicinal há séculos mas só há poucos anos a ciência começou a explicar seus mecanismos de ação. Na década de 1990, pesquisadores identificaram receptores capazes de responder ao tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da maconha, na superfície das células do cérebro. Essa descoberta revelou que substâncias muito semelhantes existem naturalmente em nosso organismo, permitiu avaliar em detalhes seus efeitos terapêuticos e abriu perspectivas para o tratamento da obesidade, esclerose múltipla, doença de Parkinson, glaucoma, ansiedade, depressão, dor crônica, alcoolismo, epilepsia e dependência de nicotina, entre outras enfermidades. A importância dos canabinóides para a sobrevivência de células-tronco foi descrita recentemente pela equipe de um dos signatários, sugerindo sua utilização também em terapia celular.

Em virtude dos avanços da ciência que descrevem os efeitos da maconha no corpo humano e o entendimento de que a política proibicionista é mais deletéria que o consumo da substância, vários países alteraram suas legislações no sentido de liberar o uso medicinal e recreativo da
maconha. Ainda que sem realizar uma descriminalização franca do uso e do cultivo, o Brasil veta (através do artigo 28 da Lei 11.343 de 2006) a prisão pelo cultivo de maconha para consumo pessoal, e impõe apenas sanções de caráter socializante e educativo.

Infelizmente
interpretações variadas sobre esta lei ainda existem. Um exemplo disto está no equívoco da prisão do músico Pedro Caetano, integrante da banda carioca Ponto de Equilíbrio. Pedro Caetano está há mais de uma semana numa cela comum acusado de tráfico de drogas. O enquadramento incorreto como traficante impede a obtenção de um habeas corpus para que o músico possa responder ao processo em liberdade.

A discussão ampla do tema é necessária e urgente para evitar a prisão daqueles usuários que, ao cultivarem a maconha para uso próprio, optam por não mais alimentar o poderio dos traficantes de drogas. Em seu próximo congresso, de 8-11 de setembro próximo, a Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC) irá contribuir para a discussão deste tema pouco conhecido da população brasileira. Um painel de discussões a respeito da influência da maconha sobre a aprendizagem e memória e também sobre as políticas públicas para os
usuários será realizado sob o ponto de vista da neurociência. É preciso rapidamente encontrar um novo ponto de equilíbrio.

Cecília Hedin-Pereira (UFRJ)
João Menezes (UFRJ)
Stevens Rehen (UFRJ)
Sidarta Ribeiro (UFRN)”

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